domingo, 10 de março de 2013

Conclave histórico no Vaticano para eleger o sucessor de Bento XVI

O conclave inicia na terça-feira (12)

A hierarquia da Igreja católica iniciará na terça-feira o Conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI, o primeiro Papa em sete séculos que renuncia ao seu posto, consciente do desafio histórico que o novo pontífice deverá encarar diante da grave crise atravessada pela milenar instituição.

À frente de uma Igreja atingida por escândalos e pela perda de credibilidade na sociedade moderna, 115 cardeais eleitores deverão escolher em um prazo relativamente curto o pontífice número 266 da história, enquanto seu antecessor de 85 anos ainda vive, alheio aos ruídos mundanos na residência papal de Castelgandolfo.

O solene rito da eleição será realizado na imponente Capela Sistina, um dos monumentos artísticos mais visitados do mundo, de onde sairá a famosa fumaça branca que anuncia ao mundo a eleição do Papa.

Os conclaves do último século duraram no máximo quatro dias, já que o ritmo de quatro votações por dia acelera o processo para identificar o favorito, explicou o porta-voz do Vaticano, o jesuíta Federico Lombardi.

Os papabilis
Sem um favorito claro, a lista de papabilis inclui europeus, italianos, sul-americanos, africanos e um filipino. Dos 115 "príncipes da Igreja" com direito a voto por terem menos de 80 anos, 60 são europeus (28 italianos), 19 latino-americanos, 14 norte-americanos, 11 africanos, 10 asiáticos e um australiano.

A lista de favoritos inclui o brasileiro Odilo Scherer, de 63 anos, arcebispo de São Paulo, a maior diocese da América Latina, considerado um conservador moderado com muito carisma, o que contaria com o apoio da Cúria Romana.

Também conta com o italiano Angelo Scola, arcebispo de Milão de 72 anos, ex-patriarca de Veneza, teólogo reconhecido, disposto a varrer todos os males e intrigas que atingem o governo central.

Outro papabile é o canadense Marc Ouellet, ex-arcebispo de Quebec de 67 anos, conhecido por seu rigor ao liderar uma das dioceses mais laicas de seu país, que preside a Pontifícia Comissão para a América Latina e é apreciado pelos países do sul, sobretudo pelos latino-americanos, onde residiu e conhece bem o idioma.

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