sábado, 23 de março de 2013

Entrevista: Cantor e compositor Zé Vicente fala do seu novo CD "Da Esperança"



Zé Vicente, no Sítio Aroeiras
Foi debaixo de uma frondosa sombra de um pé de cajarana, localizada no Sítio Aroeiras, no distrito de Guassussê, Orós, que a reportagem do Jornal A Praça conversou com o cantor e compositor da música católica, Zé Vicente. Nos seus 30 anos de caminhada, comprometido com a vida, lança seu novo CD ZE VICENTE DA ESPERANÇA, onde canta de forma celebrativa a fé, a resistência e a esperança junto com o seu povo. Suas músicas vão ser um apoio muito grande nos diferentes encontros de comunidades eclesiais. Ritmos alegres, populares e com facilidade de serem cantados, dançados, rezados, meditados, proclamados.  

Jornal A Praça: Você está com um novo CD e recebeu o nome Da Esperança. Porque esse título? 
Zé Vicente: Eu diria que esse é o meu sobrenome atual porque penso que num momento de grande transição da humanidade, de encruzilhada em que a gente vive se fala muito não numa época de mudança, mas numa mudança de época e isso é muito profundo. Então o que nos segura, nessa transição? É a esperança, né? A pessoa que tem dentro de si, a mística, a força da esperança, acho que tem em si a capacidade de resistência maior e creio que tenha uma responsabilidade maior nessa obra da humanidade.

Jornal A Praça: Como foi feita a estrutura desse novo CD?
Zé Vicente: O CD teve vários passos, né? Ele é um disco editado pelas editora Paulinas, a principal gravadora de música católica do Brasil pela história e pelo padrão de qualidade que ela alcançou e também pela equipe de músicos que a gravadora trabalha e convidam para participar dos CD’s. Esse meu novo disco Da Esperança a gente fez toda uma primeira opção de ser um trabalho muito místico, né? Místico no sentido de tocar na questão da nossa relação com o divino. Então tem músicas muito fortes sobre quem é Deus sobre nós e o ser humano, sobre a beleza e o encanto e o cuidado com a natureza, onde tem canções sobre esse tema, sobre as grandes questões sociais. O CD abre com a música Samba Social, numa parceria com o Padre Zé Antonio, padre mineiro, autor de várias canções para as campanhas da fraternidade do Brasil e fecha com a música Bandeira da Vida. Então são duas músicas muito populares. Tem outra música chamada O Grito é Paz interpretada pela grande presença do irmão do cantor Jessé, que foi um cantor muito marcante na MPB. E depois a gente tem uma equipe muito boa, um arranjador que o maestro Luiz Antonio Karam, que já trabalha com a cantora Fafá de Belém, temos o mestre das cordas onde entra os violões e os bandolins, que é o Adeildo Lopes que trabalha na banda de apoio do Programa do Domingão do Faustão.  As cantoras que participam do meu disco também são profissionais que trabalham com os grandes cantores da música brasileira e que eu chego para eles e conto as histórias das músicas então esse pessoal viaja comigo na construção de um trabalho que a gente acredita que ele tem um aspecto  místico, mas que também tem uma proposta da música popular social. Então é um processo bastante cuidadoso, demorado e sem pressa e com muita técnica e muita qualidade. No disco tem também um convidado muito especial que o Oswaldinho do Acordeon que no momento ele vive uma situação muito delicada de saúde por conta de problemas na coluna e atualmente ele quase não anda por causa desse problema, mas eu fiz questão de convida-lo já que a gente tem uma relação muito estreita de amizade onde ele participa desde o meu primeiro disco e já se vão trinta anos de amizade, por isso fiz questão dele participar desse novo CD.
  
Jornal A Praça: Esse CD contempla vários ritmos. Essa já é uma característica em suas obras? 
Zé Vicente: É exatamente o que eu obtive na minha arte, na minha obra nesses anos todos é como eu viajo o país inteiro, pela América Latina e outros países, como é que eu posso trazer na alma os ritmos diferentes, de povos diferentes que me encantam? Então eu tenho no CD desde a ciranda, mas tem o baião que é um ritmo conhecido tem uma música que fomos buscar no Cabo Verde (África), no ritmo do Funaná (Gênero musical africano) e tem uma música que eu falei para o maestro para irmos buscar o ritmo da Argentina e a música, Conhecereis a Verdade traz esse ritmo como uma espécie de tango argentino e também temos o samba que é um ritmo nosso, bem brasileiro. Então são vários os ritmos que não são escolhidos aleatoriamente, cada um deles se encaixa na temática da canção.    

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