sexta-feira, 29 de março de 2013

Fiec quer apoio para criar 7 polos industriais dentre eles em Iguatu

Iguatu tem toda a estrutura para ser um grande polo industrial
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) solicitou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) apoio na criação de sete polos industriais no território cearense, numa tentativa de descentralizar o setor da Capital. Um documento, intitulado Programa Indústria Viva, foi entregue ontem ao ministro interino da pasta, Alessandro Teixeira, incluindo ainda demandas na área de incentivos à modernização das empresas do segmento.
 
De acordo com o estudo, mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) industrial cearense estava concentrada nos municípios de Fortaleza e Maracanaú no ano de 2010. Dos 10 municípios com maior participação nesse total, somente dois (Sobral e Juazeiro do Norte) estão localizados fora da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
 
Interiorização
"Nós temos o desafio de interiorizar a indústria cearense e, para isso, estamos propondo a criação dos polos industriais. Nós estamos hoje com a indústria superconcentrada em Fortaleza, precisando avançar no Interior. Esses polos precisam ter um apoio de recursos alocados para a infraestrutura", defende o diretor do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), Carlos Matos. "Nós estamos com alguns municípios que não têm definida uma política industrial, que não têm um distrito industrial", aponta.
 
Segundo adiantou, seriam sete polos. Além da RMF, há o do Pecém, onde existe o Complexo Industrial e Portuário. Limoeiro do Norte e Sobral também estão contemplados. Ele cita o de Russas/Morada Nova, onde há forte potencial para a mineração, influenciado por grandes fábricas de produção de cimento já sendo instaladas por lá. Entretanto, destaca, é preciso garantir um ramal da ferrovia Transnordestina, levando dessa região ao Porto do Pecém. O Cariri e do município de Iguatu seriam as outras duas regiões.
 
Além destas áreas, ainda está em análise a criação de um polo no Sertão Central. "Este já foi um parque industrial importante de algodão, tem hoje a indústria de biodiesel, tem indústria de calçado em Quixeramobim, e pode ser incentivado", afirma Matos. Fonte: Diário do Nordeste

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