sexta-feira, 29 de março de 2013

Mesmo em período de seca, Ceará registra 1.225 casos de dengue

Este ano, até a última quarta-feira, 27, segundo dados da Sala de Situação da Dengue, mantida pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), foram confirmados no Ceará 1.225 casos da doença e 5.962 notificações. Os números são menores que em 2012, ano de epidemia, quando só os três primeiros meses somaram 8.701 confirmações, mas mostram que a dengue faz parte do cotidiano cearense.
 
Por isso, o acúmulo de água deve ser cercado de cuidados. “Uma coisa é você ter água permanentemente na torneira. Outra coisa é, às vezes, você abastecer com carro-pipa um grande depósito e ir acumulando em qualquer vasilha. Isso pode ser criadouro potencial do mosquito mesmo em período de seca”, alerta o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde do Estado, Manoel Fonsêca.
 
A situação da dengue no Ceará, diz o médico, é “confortável” até agora, mas requer atenção constante. Isso porque o período de intermitência de chuvas favorece o desenvolvimento do transmissor. “A chuva grande até facilita não ter mosquito porque os depósitos transbordam e isso elimina as larvas. Em situação de seca, a pessoa quer ter água em casa, acumula de qualquer forma e pode ter criadouro do mosquito se não tampar, vedar os depósitos”, explica Fonsêca.
 
Presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems), Wilames Freire destaca que tempos de seca são “período transitório” para a dengue. “O cuidado (com a dengue) é o mesmo sempre”, frisa.

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