sábado, 13 de abril de 2013

IFCE, Campus de Iguatu, realiza capacitação sobre o manejo de uso múltiplo da Caatinga

A abertura aconteceu na unidade Cajazeiras

Durante essa semana que passou os alunos do curso de Técnico em Agropecuária do IFCE, campus Iguatu, estiveram participando de uma importante capacitação do manejo de uso múltiplo da caatinga. A capacitação foi promovida em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, através do Serviço Florestal Brasileiro. O objetivo desse evento foi qualificar os alunos no apoio à formação profissionalizante para o fortalecimento do manejo de uso múltiplo da caatinga.

A capacitação é fruto de um projeto aprovado pela professora Irismar Pereira, em chamada pública do Fundo Nacional de Desenvolvimento das Florestas.

Participam da capacitação cerca de 90 alunos do curso técnico em Agropecuária, das modalidades: integrado e subsequente. Eles terão uma semana de aulas teóricas e um dia de campo para realizarem atividades práticas. 
A equipe que ministrou a capacitação
De acordo com a professora Irismar Pereira, coordenadora do projeto no campus Iguatu, esse curso é uma possibilidade de formação extra aos alunos que poderão sair com o olhar mais voltado para a questão da sustentabilidade. “O manejo florestal da Caatinga se apresenta como uma alternativa de renda aos produtores, além de contribuir para a sustentabilidade dos recursos naturais do bioma caatinga”, frisou.

O curso, que está sendo promovido pela empresa Engeplus Ambiental, de Rio Claro – SP, tem carga horária de 48h e aborda diversos conteúdos, como recursos florestais do bioma caatinga; manejo florestal de uso múltiplo como atividade alternativa produtiva rural do bioma caatinga no Nordeste brasileiro; ecologia da caatinga; práticas de manejo; técnicas silvipastoris e legislação para licenciamento de planos de manejo.

A caatinga é o único bioma exclusivamente nordestino, não ocorrendo em qualquer outro lugar do mundo. Isso significa que, se não cuidarmos dela, dificilmente outros cuidarão. A partir de estudos mais recentes, tem-se evidenciada a sua importância em biodiversidade, não se constituindo meramente em uma uniforme “mata branca”, mas de múltiplos ecossistemas e fisionomias vegetacionais, que guardam espécies endêmicas e muitas delas ameaçadas de extinção.

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