sábado, 6 de abril de 2013

Se achando: Pastor Marco Feliciano reafirma maldição divina contra os africanos

Pastor Feliciano
Em defesa protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou novamente que existe sobre os africanos uma maldição divina, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. Feliciano procurou justificar seu discurso afirmando que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa, afirmação que ele tem rechaçado publicamente.
 
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é investigado por preconceito e discriminação por uma declaração realizada pelo Twitter. "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição", escreveu no microblog em 2011.
 
No mesmo período, o pastor também postou na rede social que africanos são amaldiçoados por Noé. O post foi deletado posteriormente. Tais declarações resultaram em protestos e manifestações nas redes sociais e nas sessões da comissão.
 
Marco Feliciano é acusado de induzir o preconceito de raça, cor, etnia e religião, além de estar sujeito à prisão de um a três anos e multa.
 
Ao se defender, Feliciano afirma que não é homofóbico e racista, mas reafirma sua posição sobre a afirmação da maldição contra os africanos. "Citando a Bíblia [...], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições", afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes de Silva.
 
A defesa afirma que existe uma forma de "se livrar da maldição", entregando "os seus caminhos ao Senhor". "Tem ocorrido isso no continente africano. Milhares de africanos têm devotado sua vida a Deus e por isso o peso da maldição tem sido retirado", relata a peça protocolada.
 
Em relação à afirmação sobre os gays, Feliciano não entra em detalhes e diz, ao STF, que não há lei que criminalize sua conduta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário