terça-feira, 21 de maio de 2013

Moroni Torgan resiste a assumir Secretaria de Segurança Pública

Moroni reluta em assumir a secretaria

A presença do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes na solenidade de posse do ex-deputado federal Moroni Torgan na Presidência do DEM, realizada, nesta segunda-feira (20), em Fortaleza, tem um gesto simbólico e, ao mesmo tempo, uma sinalização de mudanças na área de segurança pública do Estado do Ceará.

Moroni foi secretário da pasta na primeira gestão de Tasso Jereissati (1987-1991 – Moroni assumiu a pasta da segurança com a saída do então secretário Renato Torrano, teve projeção com as ações de combate à violência e, neste momento, aparece como um possível salvador da pátria em uma área que gera desgastes diários para o Governo Cid Gomes. Moroni dá consultas nessa área, mas resiste a assumir o cargo de Secretário de Segurança Pública.

O convite para comandar a Secretaria pode não ter sido oficializado, mas Moroni foi sondado e sente contratempo para esse desafio: se assumir o cargo, Moroni precisa se desincompatibilizar no final do mês de março de 2014 para concorrer ao mandato parlamentar.

O ex-secretário, que disputou a eleição para prefeito de Fortaleza e ficou em quarto lugar, criou canais de aproximação com o grupo político liderado pelo Governador Cid Gomes ao apoiar, no segundo turno do pleito de 2012, o prefeito eleito Roberto Cláudio (PSB).

O acordo para esse apoio passou pela presença mais marcante do DEM no Governo do Estado. A expectativa era de uma secretaria para o próprio Moroni Torgan. O acordo falhou e Moroni esperou e, a interlocutores, confessou dificuldades para assumir uma função desgastante e, especialmente, sem o tempo devido para mostrar resultados entre a data da posse e a sua desincompatibilização.

As especulações sobre possíveis mudanças no comando da Secretaria de Segurança Pública acontecem em meio aos números que dão uma demonstração da escalada da violência na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e cidades do Interior do Ceará.

O governador Cid Gomes não está satisfeito com os resultados em uma área que recebeu investimentos bilionários ao longo dos últimos sete anos, mas resiste a trocar a cúpula da pasta hoje ocupada pelo Coronel Francisco Bezerra.

Com o aumento da crise, o ex-governador Ciro Gomes entrou em campo e trabalha nos bastidores da polícia para ajudar o irmão na adoção de medidas que diminuam o crescimento da violência. O estilo Ciro, com suas declarações duras e, às vezes, extremamente pesadas, desperta fúria, reações e manifestações hostis. É, porém, uma tentativa de barrar a onda de crimes.

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