sábado, 8 de junho de 2013

Alunos do IFPI de Picos visitam o sistema de Educação Inclusiva de Iguatu


Visita ao laboratório de Física do Liceu 
Um grupo de alunos do Curso de Física, do Instituto Federal do Piauí, do campus da cidade de Picos, esteve visitando a cidade de Iguatu para conhecer as políticas públicas de ações da Secretaria de Educação do município, no setor da Educação Inclusiva. Hoje, Iguatu é modelo de referência no Estado do Ceará e no Nordeste quando o assunto é Educação Inclusiva. 

Dentre as disciplinas no IFPI, em Picos, existe uma que é ministrada pela professora de Iguatu, hoje residindo em Picos-PI, Celia Freitas, a disciplina de Educação Inclusiva. 

Dinâmica abordando a deficiência visual
O objetivo da visita à cidade de Iguatu foi conhecer as ações colocadas em práticas, pela Secretaria de Educação do município, direcionadas para a Educação Inclusiva. Durante a visita, os alunos do IFPI estiveram acompanhando o trabalho dos professores em algumas escolas, como o Colégio Liceu, que já vem trabalhando com alunos especiais no ensino regular. Também visitaram a APAE e o Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado (NAPE). A equipe piauiense conheceu os profissionais multidisciplinares e puderam trocar experiências com psiquiatra, psicólogos, psicopedagogos, pedagogos, profissionais da Educação Especial, fonoaudiólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Além de conhecer as atividades, os alunos do IFPI também tiveram a oportunidade de trocar ideias com alunos especiais e sentirem como é aplicada a didática dentro do ensino regular, para os alunos que tem algum tipo de deficiência.  
Aluna Tamásia 
Outro momento importante foi uma dinâmica realizada na sala de multimeios do Colégio Liceu onde todos os alunos do IFPI vivenciaram na prática as dificuldade de pessoas que sofrem algum tipo de deficiência. Eles tiveram os olhos vendados e tiveram que realizar uma prática escolar como a colagem de figuras em papel, sem o uso da visão. 

Foi uma experiência nova para eles que perceberam o grau de dificuldade das pessoas que sofrem com suas deficiências e segundo a opinião dos alunos a Educação Inclusiva em Iguatu está num nível muito avançado. 

Tamásia, aluna do IFPI, afirma que “essa experiência é muito rica porque essa é a primeira disciplina que a gente pode ver na prática e essa é uma disciplina muito abstrata. Eu acho fundamental incluir esses alunos no ensino regular porque é uma forma de eles conviverem com outros alunos como sendo normais e acredito que para eles isso é muito importante”. 

Gilvanildo
Para o aluno Gilvanildo Rodrigues ele se diz fascinado com esse momento. “Eu estou fascinado com essa disciplina e acho que essa atividade deveria ser passada para todos os alunos e essa é a primeira matéria que a gente pode ver na prática em presenciar e vivenciar as dificuldades desses alunos especiais. Acho que a Educação Inclusiva deve ser mais trabalhada em nosso país, mas o município de Iguatu, é um exemplo, pelos profissionais que trabalham nesse setor da educação onde são solidários e a gente pode ver que essa solidariedade aqui em Iguatu funciona”. 

Givanildo
Outro aluno que ficou impressionado foi Givanildo Sales onde ele afirmou que “essa experiência é ímpar e jamais poderia perceber que a disciplina de Educação Inclusiva pudesse alargar tantos conhecimentos. Eu vi que a pior deficiência é a falta de oportunidades porque a partir do momento que a pessoa tem oportunidades você é capaz de agregar valores na sua vida”. 

Professor Petrônio
Para o professor do IFPI, Francisco Petronio, “a Educação Inclusiva no Brasil é muito atrasada pela falta de diretrizes direcionadas para alunos deficientes e está em Iguatu já é algo que anima a todos nós. Eu estou impressionado como Iguatu está a anos-luz à frente de outras regiões do Brasil afora e eu não tenho visto um trabalho com tanta qualidade como esse realizado aqui em Iguatu. Além disso os profissionais daqui trabalham com amor e eu até pensei q isso não existia no Brasil porque a gente pensa até que é utopia e o exemplo de Iguatu é diferente. Percebemos que aqui na cidade de Iguatu a Educação Inclusiva está andando a passos largos e avançou muito em relação as outras regiões do país”. 

Celia Freitas com alunos e professor do IFPI de Picos
Para a professora Célia Freitas, essa já a segunda turma que ela consegue trazer para Iguatu e mostrar para eles na prática como é aplicada a didática dentro do ensino regular na Educação Inclusiva. Segundo ela, os alunos depois da visita saem impressionados com a estrutura que hoje o município detem, no trabalho da inclusão. “Iguatu tem servido de modelo e de referência para o Ceará e o Nordeste quando se fala da aplicação da Educação Inclusiva. Já avançamos muito e sabemos que precisamos ainda avançar mais. Essa política educacional só foi possível porque teve a sensibilidade do então prefeito de Iguatu, Agenor Neto e continua tendo o apoio incondicional do nosso prefeito Aderilo Alcântara. São momentos importantes vividos por esses alunos que vem conhecer na prática o dia-a-dia desses alunos, que mesmo sendo especiais, convivem e aprendem muito bem, o conteúdo do ensino regular”, frisou Célia Freitas. 

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