segunda-feira, 29 de julho de 2013

Declaração do Papa Francisco sobre os gays foi considerada muito positiva pelas entidades de defesa dos homossexuais

Papa diz que não se deve julgar quem é gay
Para Loren Alexsander, responsável pelo Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT), a declaração do papa significa um avanço dentro da sociedade. Loren destacou que o importante é que haja respeito. “Ele [respeito] tem que ser mútuo, tem que ser recíproco, tanto a pessoas do nosso segmento, como a qualquer ser da sociedade civil”.

O coordenador do programa estadual Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento, considerou a declaração do papa um marco simbólico importante. “Uma diferenciação de todo discurso de altas autoridades da Igreja Católica em outros tempos e pode demarcar um novo momento da igreja católica com essa discussão”, disse.

Nascimento advertiu, entretanto, que é necessário aguardar os desdobramentos que a declaração pode ter. Segundo Nascimento, as palavras do papa Francisco foram oportunas na atualidade, levando-se em conta que a violência e a discriminação contra gays, lésbicas, transexuais e bissexuais permanecem em patamares altos em todo o mundo e existem países que tratam a homossexualidade com a pena de morte.

O coordenador do programa fluminense disse que, dentro do cenário brasileiro em que há um homossexual assassinado a cada dia e que 40% dos homossexuais na cidade do Rio de Janeiro sofreram agressão por homofobia, “a declaração do papa ajuda a tocar nos corações e mentes das pessoas, especialmente aquelas que têm alguma orientação religiosa. Isso, com certeza, tem um papel importante, que a gente não pode desconsiderar”.

"Fala do papa, não da igreja"

O presidente do Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro, Julio Moreira, disse que a declaração do papa é positiva e abre novas portas para o diálogo. “A gente entende, também, que é uma fala do papa, não da igreja. É necessário também que, dentro das hierarquias da igreja católica, isso comece a ser colocado em prática”, disse.

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