sábado, 20 de julho de 2013

Prefeito Aderilo Alcântara participa de reunião de adesão do Programa Mais Médicos

Prefeito de Iguatu, Aderilo e Odorico Monteiro
Foi na manhã de sexta-feira, 19 de julho, a reunião para Adesão dos Municípios ao Programa Mais Médicos, realizada pelo Ministério da Saúde no Centro de Eventos do Ceará.  Prefeitos do interior do Ceará marcaram presença, a exemplo do prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara. Além da presennça do Secretário de Saúde do Ceará, Arruda Bastos e do secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro.

De acordo com o Odorico Monteiro, o Ceará deverá apresentar uma demanda de 500 a 600 médicos para atuar nas equipes de Saúde da Família que estão sem esse profissional. Somente em Fortaleza, o déficit é de cerca de 200 médicos.  O Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e foi lançado pelo governo federal para acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e levar mais médicos para as regiões mais carentes destes profissionais, sobretudo nos municípios do interior e na periferia das grandes cidades.

Por ter sido o primeiro Estado a aderir ao Contrato Organizativo da Açao Pública de Saúde (COAP), em 2012, e ser o bi-campeão em número de inscritos no Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), com 698 médicos participantes da segunda edição, Odorico Monteiro, que representou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que o Ceará será também a ¨vitrine nacional do Mais Médicos¨. Instituída por medida provisória pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, a iniciativa ofertará bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, aos médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde. Terão prioridade na alocação desses profissionais 1.557 municípios de maior vulnerabilidade social, sendo 1.042 no Nordeste e 128 no Ceará.os para as regiões carentes, o governo federal instituiu uma mudança na grade curricular dos cursos de Medicina para qualificar a formação dos profissionais. Aos seis anos de graduação em Medicina foi acrescentado um ciclo de dois anos durante o qual o estudante vai atuar com CRM provisório na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública de saúde. A mudança curricular entrará em vigor a partir de janeiro de 2015. O Ministério da Educação projeta abrir 11.447 novos postos de graduação e 12 mil novas vagas de residência até 2017. Até 2016, o Ceará deverá oferecer 60 novas vagas de graduação no curso de Medicina a ser implantado na  Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção, segundo informou o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Speller.

As medidas, regulamentadas por portaria conjunta dos ministérios da Saúde e da Educação, integram o Pacto pela Saúde, lançado em junho pela presidenta Dilma em reunião com governadores e prefeitos de capitais, que prevê a aceleração de investimentos por mais e melhores hospitais e unidades de saúde e por mais médicos, totalizando R$ 15 bilhões até 2014. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 15.977 unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários.

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