sábado, 3 de agosto de 2013

Avanços nos indicadores do IDHM do Ceará dão nova esperança à população pobre do interior

Família de Itatira (Foto: Deyvison Teixeira)
A casa onde mora a família de Aldenice Alves, 53, em Itatira, revela dois “Brasis” – um de atraso, outro de desenvolvimento – que coabitam mesmo tempo e espaço. Se nos últimos anos a família viu a chegada da eletricidade, da renda e da educação na região onde vive, ainda enfrenta dificuldades de morar em localidade pobre. 

Sem saneamento básico, mas com bens de consumo, a residência de dois cômodos reflete bem situação do Ceará como um todo: Estado que avançou, mas que ainda tem longo caminho pela frente.


Segundo a pesquisa “Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013”, divulgada na última semana, o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM) do Ceará cresceu 68,4% nos últimos vinte anos. 

O número coloca o Estado como o segundo IDHM do Nordeste, atrás do Rio Grande do Norte. Mesmo com o avanço, índice ainda é considerado médio, com cearenses amargando o 11º pior valor entre estados do Brasil.

A contradição entre atraso e desenvolvimento encontra paralelo sobre o teto de Aldenice. Sem água encanada nem saneamento básico, a família se mantém com uma pequena caixa d’água – quase sempre descoberta – e não recebe coleta de lixo. Dessa forma, necessidades são feitas em matagais próximos e boa parte do lixo é espalhado na frente da casa. “O problema é a água, que é suja, barrenta”, diz.

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