sábado, 21 de setembro de 2013

Nível de açudes do Ceará deixa autoridades preocupadas

Nível de açudes
A revelação de que 84 (58,3%) dos 144 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) no Ceará estão com volume de água inferior a 30% e, dentre esses, 25 estão com abastecimento abaixo de 10% de sua capacidade impacta os cearenses. O quadro reforça a advertência da 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima) de que a seca no semiárido brasileiro pode prolongar-se por tempo indefinido. O alerta não deve ser recebido com pânico, mas como uma sacudidela nos responsáveis pelo planejamento estratégico – e em toda a sociedade – para tomarem iniciativas criativas e imediatas.

Como bem expressou o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), o fenômeno está inserido na mudança climática global que deverá se acentuar a partir da metade e até o fim do século 21, agravando a escassez de água, afetando, além da Caatinga, os biomas do Cerrado e da Amazônia.

Segundo os técnicos, é preciso antecipar para já as ações de adaptação e mitigação que antes estavam previstas para um prazo mais longo. Concluir as obras da Transposição do São Francisco o mais breve possível faz também parte dessas providências. Outra é ampliar a oferta de água por meio de uma ampla rede de poços artesianos com vistas a abranger as áreas não beneficiadas diretamente pela transposição e pelos carros-pipa e dar maior racionalidade e eficiência à gestão dos recursos hídricos. Simultaneamente, ampliar a rede de cisternas de placas para o consumo interno das famílias, além da construção de adutoras para as cidades, bem como garantir maior interconexão entre os reservatórios (açudes).

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