sábado, 21 de setembro de 2013

Papa Francisco diz que "a Igreja deve acompanhar os homossexuais com misericórdia"

Papa Francisco
Lideranças da Igreja Católica no Ceará receberam com tranquilidade declarações do papa Francisco sobre questões polêmicas como homossexualidade, aborto e divórcio. Os temas foram tratados em entrevista do sumo pontífice publicada na revista Civiltà Cattolica, da Ordem Jesuíta, na última quarta-feira, 18.

Entre as recomendações de papa Francisco, está o acompanhamento de homossexuais e divorciados “com misericórdia e a partir de suas condições de vida reais”. Ele também afirmou ser necessário ampliar os espaços para a presença feminina na Igreja.

Segundo o padre Ivan de Souza, pároco da Igreja de Fátima, as afirmações do papa devem ser absorvidas com muita cautela e tranquilidade. “Certamente, ele quer nos orientar para que possamos oferecer respostas serenas para a sociedade em um mundo com tantos desafios e conflitos. Ele ensinou que devemos estar atentos às nossas comunidades e pastorais, atentos para quem virá até nós e também aos que iremos visitar”, diz.

O pároco elogiou a coragem do líder da Igreja Católica ao abordar temas polêmicos. “Sinto uma alegria muito grande com as manifestações dele, com essa coragem de se colocar diante da imprensa e da sociedade. O papa não se esconde diante disso. É uma ato de muita coragem e também de determinação”, afirma padre Ivan.

Para o padre Gilson Soares, assessor da Regional I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é importante lembrar que os temas considerados tabus sempre recebem destaque em demasia pela imprensa. “Foi uma entrevista para uma revista. Ele já havia feito outros pronunciamentos e também falou durante a Jornada Mundial da Juventude (realizada em julho, no Rio de Janeiro). Não é um documento oficial da Igreja, embora ele já demonstre abertura para tratar de vários assuntos”, comenta Gilson Soares.

“A Igreja é misericórdia. Ela tem sua posição, mas tem a dimensão pastoral. Devemos respeitar as pessoas em qualquer situação. A Igreja não pode excluir”, acredita.

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