terça-feira, 7 de janeiro de 2014

José Genoíno é condenado a pagar multa de R$ 468 mil

José Genoino
Preso por envolvimento no escândalo do mensalão, o ex-deputado federal José Genoíno recebeu, nesta segunda-feira, mais uma notícia dolorosa: a Justiça o obrigou a pagar, dentro de 10 dias, uma multa no valor de R$ 468 mil. 

A multa é mais uma condenação imposta ao ex-parlamentar por envolvimento no esquema de corrupção. A decisão é da  Vara de  Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal.

Genoíno, que foi  condenado a quatro anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470,  cumpre prisão domiciliar em Brasília e teve negado há poucos o pedido de transferência para São Paulo, onde tem resistência fixa.

O ex-deputado, que nasceu na cidade de Quixeramobim, na Região do Sertão Cearense,  se coloca como injustiçado e tem recebido a defesa intransigência do irmão e deputado federal José Nobre Guimarães.

De acordo com despacho da Vara de Execuções Penais, se Genoino não fizer o pagamento no prazo estipulado, o débito será inscrito na Dívida Ativa da União. 

“Juiz da Vara de Execuções Penais determinou a intimação do sentenciado para o pagamento da pena de multa imposta nos autos da Ação Penal 470, proveniente do Supremo Tribunal Federal, no prazo de dez dias, sob pena de inscrição do débito em Dívida Ativa da União, nos termos do Artigo 51 do Código Penal”, decidiu a VEP.

Genoino cumpre prisão domiciliar temporária até 19 de fevereiro, por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. No entanto, Barbosa rejeitou pedido de transferência para São Paulo, e o ex-deputado permanecerá em Brasília até nova avaliação médica. 

Após a data, uma perícia será feita para decidir se o condenado permanecerá em casa ou voltará para Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal. Conforme relatório obtido pela Agência Brasil, em dezembro, o ex-deputado apresenta boa aparência e quadro geral de saúde estável. 

No dia 26 de dezembro, Genoino recebeu a visita de uma assistente social e de uma psicóloga, responsáveis pela avaliação periódica de detentos que cumprem prisão domiciliar provisória.

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