segunda-feira, 10 de março de 2014

Resoluções do TSE causam divergências entre políticos cearenses

Vereadores, deputados e senadores cearenses ouvidos pelo Diário do Nordeste divergem sobre algumas das novas regras para as eleições deste ano aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Enquanto alguns aprovam, por exemplo, a proibição no uso de serviços de telemarketing durante a campanha, outros avaliam que a medida traz prejuízos para os candidatos, alegando que ela limita a propaganda eleitoral. Outros consideraram a proibição de candidatos de associar seus nomes a órgãos públicos como "exagerada".

Por outro lado, os cearenses ouvidos são unânimes ao considerar como positiva a determinação do TSE de manter a regra segundo a qual o candidato só pode financiar sua campanha, com recursos próprios, com até 50% de seu patrimônio e de só permitir que os partidos substituam seus candidatos até 20 dias antes da eleição.

Até então, o prazo era de 24 horas antes do pleito. Houve parlamentar, contudo, que ponderou que as medidas aprovadas são "paliativas" e não alteram a essência do sistema eleitoral brasileiro.

Para o senador Inácio Arruda (PCdoB), que já se declarou candidato à reeleição, o fim do uso de telemarketing "democratiza" a disputa. "Telemarketing são caríssimos. Só três ou quatro candidatos tinham como bancar o custo. 
Quem não tinha ficava desinformado, ficava atirando no escuro, porque não tinha o retorno dos eleitores". Esse pensamento que é compartilhado pelo deputado Danilo Forte (PMDB).

Além das medidas já citadas, o TSE aprovou recentemente outras regras, entre essas a que torna obrigatório o uso de legendas ou da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na propaganda eleitoral e nos debates na televisão. A ideia, de acordo com o TSE, é facilitar a compreensão por pessoas com deficiência.

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