domingo, 22 de junho de 2014

Lula e Dilma apoiam candidatos diferentes em alguns dos principais estados

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula estão com candidatos diferentes em alguns dos principais estados em que a base aliada está rachada e a situação é mais complicada. O Rio de Janeiro é um deles. O Ceará é outro. Não, não há qualquer crise entre ambos. O jogo é combinado e ensaiado. No Rio de Janeiro, o antecessor da presidente é o fiador da candidatura do senador Lindbergh Farias (PT). A atual ocupante do Palácio do Planalto, porém, é simpática à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), a quem tem feito elogios públicos em várias solenidades e tem dado apoio nos bastidores.

A situação é bastante enrolada, com outras duas candidaturas de governistas - o ex-ministro da Pesca Marcelo Crivella (PRB) e o deputado federal Anthony Garotinho (PR). Dilma faz afagos em Pezão para não piorar ainda mais a relação com o PMDB, onde já surgiu o movimento “Aezão” - que prega o voto em Aécio e Pezão.

Diante das delicadezas envolvidas, nem Dilma nem Lula foram ontem à convenção que homologou Lindbergh, ontem. Aliás, fato inusitado, nem o próprio candidato foi. Ele informou que haveria apenas um ato formal, deixando o evento político para a próxima semana, quando a chapa estiver fechada.

No Ceará, o engodo não está tão complicado, porque nem o Pros, do governador Cid Gomes, nem o PMDB, cujo candidato será o senador Eunício Oliveira, cogita deixar de apoiar Dilma. Porém, também há a divisão entre os dois principais nomes do petismo. Dilma, assim como o PT, estão com quem o governador indicar. Lula, porém, defende Eunício.

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