sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A partir de 1º de dezembro carteira de habilitação fica mais cara

Quem for iniciar o processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir desta segunda-feira (1º de dezembro) pode preparar o bolso e reservar mais tempo. O documento vai custar 23,8% mais caro. Uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aumenta de 20 para 25 o número de horas/aulas para primeira habilitação categoria B e de 15 para 20 quem for adicionar categoria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos do Estado do Ceará (Sindcfcs), Welligton dos Santos, atualmente é cobrado R$ 945,00 por 20 horas/aula e mais o veículo na hora da prova do Detran. Com a adição de mais tempo, esse valor passará para R$ 1.170,00 ou seja, R$ 225,00 a mais. "No Ceará a hora/aula é de R$ 45,00. O impacto no bolso da pessoa será considerável e não é boa para as 350 autoescolas do Estado", informa ele.

O Departamento Estadual de Trânsito no Ceará (Detran/CE) explica que a principal mudança foi mesmo na carga horária de aulas práticas para obtenção da CNH categoria B. “Há uma opção de realizar 30% dessa nova carga horária no simulador de direção. Mas no Ceará, nenhuma autoescola adota o simulador”, informa o órgão.

 Quem tem baixa renda comprovada e pretende tirar a primeira habilitação pode se inscrever no programa de Carteira de Motorista Popular. Este programa tem a finalidade de possibilitar o acesso das pessoas de baixo poder aquisitivo, gratuitamente, à obtenção da primeira CNH. De acordo com o órgão, as inscrições só podem ser feitas pela internet, no site do órgão: (www.detran.ce.gov.br).

O candidato deve obedecer aos seguintes critérios: ser maior de 18 anos; alfabetizado; possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF); não estar judicialmente impedido de tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH); comprovar domicílio no Estado do Ceará. Além de estar enquadrado em uma das seguintes situações: beneficiários do Programa Bolsa Família; alunos matriculados há mais de seis meses na rede pública de ensino fundamental e médio, bem como em cursos públicos profissionalizantes, e que comprovem bom desempenho escolar; pessoas egressas do sistema penitenciário e portadores de necessidades especiais.

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