quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Estado do Ceará registrou 23 mortes por calazar neste ano

Tratamento no animal
A leishmaniose visceral, uma grave zoonose, mais conhecida como calazar, já matou 23 pessoas até outubro deste ano no Ceará. No ano passado foram 35 mortes nos 12 meses. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), esses números representam uma taxa de letalidade de 6,37%. Como a seca prolongada contribui para o aparecimento de novos focos, a Sesa está iniciando o treinamento de médicos no diagnóstico e tratamento dessa doença.

O treinamento foi iniciado pela região do Cariri. A capacitação foi dirigida a médicos do Programa Saúde da Família e de unidades e hospitais das regiões de Juazeiro do Norte, Crato e Brejo Santo, cidades onde a classificação epidemiológica é considerada intensa. Quanto mais rápido o diagnóstico for indicado, maiores são as chances de cura do paciente.

A região do Cariri apresenta confirmações de novos casos de Leishmaniose visceral. Em Crato, por exemplo, o número de eventos confirmados já chega a três. A quantidade de pessoas infectadas pela doença, no entanto, não é vista pela Secretaria de Saúde do Município como preocupante. Conforme a secretária municipal de Saúde, Aline França, o setor vem desenvolvendo ações que objetivam debelar toda e qualquer possibilidade de propagação da doença, a partir de ações desenvolvidas pelo Centro de Zoonoses do Cariri, sediado no Município, e do trabalho efetivado pelos agentes de endemias responsáveis pela visitação às áreas onde há suspeita de casos da doença.

De acordo com a Sesa, neste ano, até outubro, foram confirmados 361 casos de calazar no Ceará. Além das três cidades situadas no Sul do Estado, e da capital, outras 15 cidades do Interior também apresentam índice de epidemiologia intenso. Sobral se destaca na Zona Norte, com 52 casos constatados neste ano, sete deles resultando em óbito. A próxima capacitação de médicos será nessa cidade.

Na região Centro-Sul, o número de casos confirmados de calazar em pessoas dobrou em 2013 e 2014, em comparação com anos anteriores. Em 2012, foram confirmados três casos. Os dados são da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde. Nas cidades de Iguatu e de Acopiara, foram registrados três casos em cada uma. De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses de Iguatu, somente neste ano foram sacrificados 55 cães, que tiveram exames positivos. "A gente observa que há uma incidência em todos os bairros", disse a veterinária, Bruna Freitas. Agentes de endemias diariamente fazem coleta de material (sangue) para diagnóstico de calazar. Fonte: DN

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