quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Governo do Estado anuncia concurso para professores efetivos das universidades estaduais

Reunião de governo
Na tentativa de amenizar o descontentamento de professores e por fim à greve que já dura mais de 100 dias, o Governo do Estado autorizou a abertura de concurso para docentes da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade Regional do Cariri (Urca) e da Universidade Vale do Acaraú (UVA). A medida, anunciada, ontem, na primeira reunião entre os profissionais e o governador Camilo Santana, atende a parte das demandas da categoria, paralisada desde setembro do ano passado. Apesar do avanço nas negociações, as iniciativas da gestão ainda não garantiram o retorno das atividades nas três instituições.

A proposta apresentada pelo Governo inclui a realização imediata de um certame com 249 vagas para professores, além de outras 192 para servidores técnico-administrativos. Em caráter emergencial, as reitorias das universidades obtiveram permissão para elaborar o edital dos concursos. A demanda por novos postos é uma das principais reivindicações dos profissionais, que afirmam haver um déficit total de aproximadamente 600 professores acumulado nos últimos anos. Das vagas ofertadas, 120 serão destinadas à Uece, 67 à UVA e 62 à Urca.

Compromissos

Segundo Célio Coutinho, presidente do Sindicato de Docentes da Uece (SindUece), durante a audiência, Camilo também se comprometeu dar andamento à regulamentação o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos profissionais e à aprovação da lei que estabelece a classe de professor associado, a qual, conforme ele, está em tramitação na Assembleia Legislativa há mais de quatro meses sem ter ido para votação.

Outros acordos firmados, de acordo com Coutinho, foram a criação de vagas para professor do curso de Ciências Sociais a ser implantado no campus da Uece em Itapipoca, e o encaminhamento da lei de insalubridade e periculosidade, que se encontra na Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Na visão do presidente do SindUece, as medidas anunciadas pelo Governo são positivas, mas ainda não garantem o encerramento da greve, uma vez que deixam de contemplar algumas carências da categoria, como a contratação de mais profissionais e a aprovação da lei que trata da autonomia de gestão financeira e acadêmica para as instituições.

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