domingo, 11 de janeiro de 2015

Manifestações voltam às ruas dos grandes centros

Manifestantes do RJ e SP (Fotos: Fernado Frazão-ABR e Dário Oliveira - Folha Press)
Uma manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio reúne cerca de mil pessoas, segundo estimativa da PM, no centro do Rio na noite de ontem. Policiais militares acompanham o ato. 

Na capital paulista também teve um ato contra a tarifa dos ônibus, metrô e trem. Lá, foram registradas depredações em bancos e lojas e a polícia usou bombas de efeito moral e balas de borracha para conter as pessoas. Ao menos 32 pessoas foram detidas.

A passagem dos ônibus municipais do Rio aumentou de R$ 3 para R$ 3,40. Os organizadores do protesto, do MPL (Movimento Passe Livre), defendem a redução para R$2,50.

Os manifestantes se reuniram na Cinelândia, principal ponto de encontro das manifestações de junho no Rio, e seguiram para a Central do Brasil, um dos lugares com mais movimento de transporte público da cidade.

O principal mote da manifestação foi: “Mãos ao alto, esse aumento é um assalto”. A frase foi cantada diversas vezes e estampava adesivos colados em prédios pelo caminho.

Outras demandas dos movimentos sociais do Rio surgiram nos cartazes e nos cantos. Em diversos momentos os manifestantes pediram a liberdade dos manifestantes presos no ano passado com o canto repetido em outros atos: “Presos políticos, liberdade já, lutar não é crime vocês vão nos pagar”.

São Paulo

A manifestação começou de forma pacífica na frente do Theatro Municipal, na região central de São Paulo, e seguiu assim até a rua da Consolação. No local, uma agência bancária e uma concessionária tiveram vidros quebrados. 

“Black blocs” se juntaram aos manifestantes ainda no início do ato e durante o percurso pessoas também jogaram lixo no chão e jogaram pedras contra lojas.

A entrada das estações Consolação e Trianon-Masp da linha 2-verde do metrô foram fechadas, mas funcionam normalmente.

As passagens estão mais caras desde terça-feira (6), quando passaram de R$ 3 para R$ 3,50. O valor não subia desde 2011 nos ônibus e desde 2012 no caso dos trens e metrô. Fonte: O Povo

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