quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Delatores envolvem mais petistas no esquema do Petrolão

Semana negra para o Partido dos Trabalhadores (PT).  No dia em que as revelações das delações premiadas do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor da Petrobras, Carlos Alberto Costa vieram à tona, por decisão do juiz Sérgio Moro, mais petistas acabaram enrolados no emaranhado de corrupção que sufoca a maior estatal do país, a Petrobras.

Nos depoimentos de Yousseff estão o ex-ministros José Dirceu e Antônio Palocci, citados por ele, como “ligações” do lobista e operador de propina na Petrobrás Julio Gerin Camargo com o PT. O doleiro envolveu Dirceu a um suposto recebimento de propina em outro trecho de sua delação.

Ele disse, em sua delação, que o ex­ministro da Casa Civil, que atualmente cumpre pena por envolvimento no Mensalão, recebia junto com o tesoureiro do PT João Vaccari Neto as propinas da Camargo Corrêa e da Mitsue Toyo destinadas ao Partido dos Trabalhadores.

Segundo o doleiro, Gerin  tinha uma pessoa que era responsável pela contabilidade das propinas operadas por ele na Petrobrás, em nome de empreiteiras do cartel. Trata­se de Franco Clemente Pinto.

Outro petista envolvido no esquema seria o ex-líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT), que foi acusado pelo ex­diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, de ter recebido propina de R$ 400 mil por um contrato de importação de asfalto da Petrobrás com a empresa Sargent Marine. Vacarezza nega com veemência ter recebido valores ilícitos e assinala que “nunca apresentou empresa para Paulo Roberto Costa”.

João Vaccari Neto é citado novamente por Youssef , afirmando ter entregue ao mesmo dois repasses de aproximadamente R$ 400 mil em nome do PT. O valor de R$ 880 mil, ao todo, teria sido pago pela empresa Toshiba Infraestrutura em uma contratação para obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), entre 2009 e 2010.

“O valor do PT foi negociado com João Vaccari, que na época representava o PT nos recebimentos oriundos dos contratos com a Petrobrás”, revelou o doleiro, em depoimento prestado em novembro de 2014 e mantido sob sigilo até ontem. Segundo ele, um dos pagamentos foi recebido pela cunhada de Vaccari, Marice Corrêa Lima, no escritório do doleiro em São Paulo, e outro pelo próprio tesoureiro em uma “sacola lacrada” em restaurante perto da Avenida Paulista.  Vaccari prestou depoimento à PF na semana passada. Ele nega participação em esquema de propina. Fonte: Ceará Agora

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