sábado, 7 de fevereiro de 2015

Escolha do novo presidente da Petrobrás não agradou o mercado financeiro

Bendine foi do Banco do Brasil
A presidente Dilma Rousseff escolheu Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil (BB) e homem de sua confiança, para assumir a presidência da Petrobras, desapontando investidores que torciam por um nome do mercado para recuperar a imagem arranhada da petroleira.

Funcionário de carreira do BB, Bendine terá entre seus desafios limpar o balanço da Petrobras, que tem ativos sobrevalorizados em dezenas de bilhões de reais, por sobrepreço em contratos e falhas em projetos de engenharia, entre outras razões.

A petroleira está no centro de um escândalo bilionário de corrupção, revelado na Operação Lava Jato da Polícia Federal e considerado o maior da história do Brasil, envolvendo ex-funcionários, executivos de empreiteiras e políticos. Por ser considerado bastante alinhado às políticas do atual governo, a indicação de Bendine frustra expectativas de investidores e analistas de que o novo líder da petroleira viesse do mercado.

A escolha de Bendine indica as dificuldades que Dilma teve para costurar a sucessão na Petrobras de forma súbita, em 48 horas, com a renúncia repentina da presidente Maria das Graças Foster e de outros cinco diretores da companhia, em um movimento que surpreendeu o Palácio do Planalto.

A escolha dos novos diretores não foi por unanimidade. Os conselheiros que representam os acionistas minoritários e os trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Mauro Cunha e Silvio Sinedino, respectivamente, afirmaram que votaram contra a eleição da nova diretoria.

Em nota à imprensa, Cunha disse que "o acionista controlador mais uma vez impõe sua vontade sobre os interesses da Petrobras, ignorando os apelos de investidores de longo prazo". Em outras ocasiões recentes, houve opinião divergente entre os membros no Conselho indicados pelo governo e independentes sobre os rumos da estatal.

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