sábado, 23 de maio de 2015

PF deflagra ação contra fraudes

Polícia Federal (Foto: Kid Junior)
A Polícia Federal (PF) investiga a participação de empresários e servidores públicos de prefeituras cearenses em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ontem, como parte das investigações, a PF deflagrou a Operação 'Loop', que culminou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão de documentos e computadores na Capital e também nos municípios de Guaramiranga, Ibaretama, Independência e Eusébio.

Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, delegado Renato Casarini, a ação teve como finalidade instruir uma investigação que tramita na Justiça desde 2012. A PF acredita que obras públicas no Estado tenham sido realizadas com a participação fraudulenta de construtoras e o auxilio de funcionários dos setores de licitação e engenharia das prefeituras.

Os prejuízos aos cofres públicos ainda estão sendo contabilizados, mas, segundo a Polícia, somente uma das empresas envolvidas teria lucrado mais de R$ 6 milhões no ano passado. Os valores adquiridos no esquema pelos demais envolvidos podem ultrapassar esse valor.

O chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos (Delefin), delegado José Hebert de Lavor Rolim, ressaltou que os investigados já teriam sido alvos de operações federais anteriores. Apesar de não divulgar nomes, o delegado informou que algumas empresas já foram investigadas e tiveram, inclusive, membros presos pela PF nos últimos seis anos.

De acordo com o Hebert Rolim, além de obras, outras áreas também tiveram licitações fraudadas. "A investigação está sob sigilo, mas o que possamos antecipar é que diversas obras públicas foram fechadas com contratos fraudulentos. Estamos investigando outras áreas públicas para comprovar as irregularidades", comentou.

O delegado chefe da Delefin adiantou que os materiais apreendidos passarão por análises para identificar os nomes dos envolvidos nas fraudes. Até o fim da noite de ontem ninguém havia sido preso. Fonte: DN

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