sexta-feira, 24 de julho de 2015

Doença rara que causa paralisia muscular pode ter chegado ao Ceará

Os principais jornais do Estado do Ceará trazem nesta sexta-feira, 24, matérias onde apontam que casos recentes da Síndrome de Guillain-Barré (SGB), doença neurológica que provoca fraqueza muscular generalizada, tem chamado a atenção de médicos e assustado muita gente no Ceará.

De acordo com o Diário do Nordeste, embora ainda não confirmados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) e Ministério da Saúde, documentos como­ uma certidão de óbito e um laudo médico do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) ­ demonstram que a doença chegou ao Ceará. Em nota da assessoria de comunicação, a Sesa afirma que o “sistema de informações do Núcleo de Epidemiologia da Secretaria da Saúde do Estado não registra o óbito citado”.

Em entrevista ao jornal O Povo, um médico da equipe de neurologia, de identidade preservada, afirmou que no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), a maioria dos casos foi de pacientes de Fortaleza, mas muitos também vieram do Interior, entre pacientes de 16 a 70 anos. O profissional lembra que não é possível evitar ou prevenir a doença, já que ela costuma aparecer duas a quatro semanas após o paciente ter tido alguma infecção, como dengue, zika ou mesmo um resfriado. Em alguns casos, a manifestação acontece após vacinas.

O infectologista Anastácio Queiroz diz não se surpreender com o avanço da doença e sua chegada ao Ceará. “Apesar de o Ministério da Saúde ainda não confirmar, esses casos estão relacionados ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. É uma síndrome paralisante, que vai na maioria dos casos até o quadril e nos mais graves até o pescoço, o que faz o paciente precisar ser entubado”. Ele revela que tem contato com médicos da Bahia, atualmente com mais de 50 confirmações da doença, e eles reafirmam a relação da Guillain­Baré com o zika vírus.

O Ministério da Saúde esclarece que a síndrome de Guillain­Barré (SGB) pode surgir após infecções por vários tipos de vírus ou bactérias. Trata-­se de manifestação autoimune rara que tem como principais características fraqueza muscular e paralisia dos músculos. Vale esclarecer que a doença não é de notificação compulsória, então não há registro do número de casos. Até maio deste ano, foram 30.972 procedimentos ambulatoriais e hospitalares no SUS em decorrência de Guillain­Barré no País. Em 2014, foram 65.884.

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