domingo, 26 de julho de 2015

Eleições municipais de 2016 serão utilizadas como ensaio para corrida ao Planalto

A eleição municipal do ano que vem deve servir de cenário para o primeiro ato do processo de divórcio entre PMDB e PT. O partido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do vice-presidente Michel Temer quer usar as disputas municipais como ensaio geral para a corrida pelo Planalto, em 2018. Por isso, deve ampliar o número de candidatos próprios. Consulta a líderes e dirigentes partidários nos estados mostra que a expectativa é que petistas e peemedebistas se enfrentem em, pelo menos, 13 das 26 capitais. Em 2012, foram só oito duelos entre as duas siglas nessas cidades.

O projeto de independência do PMDB ainda levará à redução das alianças entre os dois partidos. Nas últimas eleições municipais, as siglas estiveram juntas em oito capitais; agora, devem manter a união em, no máximo, quatro. Além disso, os peemedebistas, que apoiaram quatro candidatos do PT em 2012, não têm, no quadro atual das negociações políticas, perspectiva de estar em nenhuma chapa que tenha um petista na cabeça.

De olho na disputa presidencial, o PMDB montou um grupo para viabilizar o maior número possível de candidaturas em 2016. "As eleições municipais vão servir para alicerçar o nosso projeto de concorrer competitivamente em 2018", afirma o ex- ministro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulisses Guimarães, ligada ao PMDB, e responsável por coordenar o projeto do partido para as eleições municipais.

O líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), fala em lançar entre 18 e 20 nomes nas capitais. Em 2012, haviam sido 12 candidatos próprios. "E não tenho dúvida que entre 12 e 15 dos nossos serão candidatos competitivos",  diz Eunício, que defende a saída do PMDB do governo federal após as eleições municipais.

No PT, a ordem é evitar polêmica com o PMDB. " Acho legítimo que o PMDB queria construir o seu caminho próprio e imagine que ter muitas candidaturas no ano que vem ajude nesse caminho para 2018", diz o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Dentro do partido da presidente Dilma, há quem defenda a necessidade de ampliação do número de candidaturas próprias para que o projeto político da legenda possa ser defendido neste momento de crise do governo federal. Fonte: O Globo

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