segunda-feira, 27 de julho de 2015

Eunício Oliveira: “Falta dizer o que vem depois do arrocho, da reoneração de empresas”

Eunício Oliveira - senador
Se depender do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), o governo conseguirá aprovar os projetos que completam o ajuste fiscal, como o que reduz a desoneração da folha salarial de empresas ­ embora tenha críticas ao modelo aprovado na Câmara ­ e o de repatriação de capital. Cotado para suceder Renan Calheiros (PMDB-­AL) na presidência do Senado no biênio 2017-­2018, defende a responsabilidade do PMDB com a governabilidade, mas cobra a definição de ações resultantes do ajuste para beneficiar a população.

O parlamentar deu entrevista à repórter Raquel Ulhôa, do Valor Econômico, e observou ser necessário saber agora o que virá depois do ajuste: “Não podemos fazer um ajuste pelo ajuste. Falta dizer o que vem depois do arrocho, da reoneração de empresas”.

Sobre a indicação do seu genro para uma diretória da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Eunício afirma que a indicação partiu do ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil).”Não quero discutir isso, até porque a indicação não foi minha. Foi feita pelo ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), que é do meu partido. Pode consultar”, disse.

Ele também se posicionou contra impeachment da presidente Dilma Rousseff, observando que não há pressupostos legais. Mas ele lista uma série de crises na relação com o PT ­ todas geradas pelo partido de Dilma ­ e fixa janeiro de 2018 como data limite da saída do partido do governo, para preparar a candidatura própria à Presidência da República.

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