quinta-feira, 30 de julho de 2015

Vá de novo! Jovem foi multado em R$ 3 mil por maus-tratos a animais no interior de SP

A Polícia Ambiental de Votuporanga, interior de São Paulo, multou em R$ 3.000 um jovem de 23 anos por maus-tratos a animais.

Ele foi flagrado pelo circuito interno de monitoramento de uma casa enquanto tentava enforcar um filhote de gato no sábado (25). Foi indiciado pela polícia e responderá criminalmente pelo ato. A imagem foi compartilhada pelas redes sociais e causou revolta.

Ele foi identificado nesta quarta-feira (29). O acusado afirmou à polícia estar apenas brincando com o animal, que não morreu.

Segundo a dona da casa que registrou as imagens e a seu pedido não foi identificada, Matheus Prado estava em companhia de uma adolescente quando entrou no raio de monitoramento de seu sistema de segurança. Seu marido estava vendo as imagens. Prado aparece tentando esganar o animal e é contido por um grito quando faz menção de jogar o bicho no chão.

Indignada, a dona da casa entregou as imagens a Leonardo Brigagão, integrante da Spavo (Sociedade Protetora dos Animais de Votuporanga). Ele foi o responsável por compartilhar o vídeo. "A dona da casa disse que os gatos dela estavam morrendo envenenados, motivo pelo qual ela decidiu instalar o sistema de monitoramento há alguns meses. Ao ver o gato sendo esganado, ela quis que o culpado fosse identificado", contou.

Investigação
As imagens foram levadas também para a Polícia Ambiental. Houve um trabalho de identificação conjunto entre a Spavo e a polícia, que, depois de quatro dias, conseguiu identificar a adolescente que acompanhava Prado. Ela passou os contatos dele, que compareceu à polícia. Além da multa, está sujeito a uma pena de até um ano de prisão se for condenado.

Procurada, a Polícia Ambiental informou que o jovem disse, em depoimento, que não tentou enforcar o animal, mas sim fazer uma brincadeira. Ele também confirmou que o gato não é dele e vive na rua, mas que nunca pensou em machucar o filhote. A reportagem tentou contato através do telefone celular dele, mas ele não atendeu nem retornou as ligações.

De acordo com Brigagão, a identificação e punição do autor do crime pode servir para inibir práticas do tipo na cidade.

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