domingo, 9 de agosto de 2015

Preços de tarifas e serviços de bancos sobem acima da inflação

Os balanços do primeiro semestre divulgados pelos maiores bancos do país mostram com mais nitidez o que os clientes já estão sentindo no bolso há algum tempo: o preço das tarifas e serviços cobrados por essas instituições tem subido muito além da inflação, ajudando a inflar os ganhos do setor financeiro. Em alguns casos, esses aumentos superam os 100%. É o caso da Cesta Exclusiva Fácil, do Bradesco, cujo valor passou de R$ 27,40 em março do ano passado para R$ 48 em fevereiro deste ano e agora custa R$ 61,90 — o que representa uma alta de 125,9%. No período, a inflação medida pela IPCA foi de 13%.

No BB, o pacote Modalidade 50 foi de R$ 31,50, em 2013, para R$ 49,15 em fevereiro passado e, atualmente, o banco cobra pelos mesmos serviços R$ 54,95 — alta de 74,44%. Já o MaxiConta Itaú Eletrônica, que custava R$ 11,10, passou para R$ 13,90 no ano passado e agora sai por R$ 16,50, o correspondente a uma alta de 48,64%.

Um levantamento do Idec com 246 internautas mostrou que 46% não sabem qual é seu pacote de serviços nem quanto pagam. Oliveira lembra que existe um pacote de serviços essenciais, gratuito, por determinação do BC, e que atende às necessidades da maioria, oferecendo saques, cheques e extratos. Há também os padronizados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que incluem itens como transferências e mais folhas de cheque. São mais em conta que os pacotes “livres”, com preços entre R$ 9,50 e R$ 10,50. Mas os bancos divulgam pouco essa cesta, o que leva menos gente a usá-las, diz o Idec. Fonte: O Globo

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