domingo, 20 de setembro de 2015

Ciro acusa Oposição e Temer de apoiarem o golpismo

O retorno de Ciro Gomes ao cenário político nacional após uma “desintoxicação política”, tem sido amplamente explorado pela mídia nacional. Na sua filiação ao PDT, o ex-ministro, no entanto, voltou com sua “metralhadora giratória” contra os que ele considera “adversários” políticos.

Em entrevista, na edição deste domingo da Folha de S. Paulo, Ciro acusou a oposição e o vice-presidente Michel Temer de apoiarem uma “escalada do golpismo” contra a presidente Dilma Rousseff. Para ele, a democracia está ameaçada pelo golpismo. Para ele seria muito caro o preço de uma interrupção do mandato. “É só olhar a Venezuela. Quem produziu aquele quadro lá foi esse tipo de antagonismo odiento. O país vai viver momentos tensos e graves, vizinhos à violência, por causa desses loucos”.

Ele disse que estará na primeira fila nas ruas defendendo a presidente Dilma. E entende que muitos brasileiros assim o farão, afirmando que não é para defender Dilma, mas as regras. “O impeachment pode ser a catarse de quem está zangado, mas no dia seguinte os problemas serão os mesmos. Só que agora o PT, a CUT e os servidores estarão em pé de guerra com um presidente sem legitimidade”.

Ele acusa Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso de serem pessoas de má fé. Diz que o PSDB apoia o impeachment por pura vingança. “Em 1999, quando houve a desvalorização violenta do real e a popularidade do presidente foi ao chão, o PT começou com o Fora FHC. O comportamento do Fernando Henrique é constrangedor. Como dizia Brizola, ele está costeando o alambrado do golpe. ”

Para Ciro, o motivo principal da fraqueza política da presidente não é o escândalo, mas a mentira. “A zanga do povo não é propriamente com a corrupção, que é chocante, mas com o sentimento de ter sido enganada. A gente votou em um conjunto de valores e está recebendo o oposto”.

Para ele, o governo tem que se reorganizar politicamente e fazer uma gestão econômica coerente com o discurso que lhe deu a vitória. E afirma que ainda há tempo. “O problema é que ela não tem projeto nem equipe”. Gomes afirma ainda que a equipe da Dilma é de quinta (categoria), salvo exceções.

Quanto ao pacote fiscal, ele tacha de ilusionismo, e que 70% não sairá do papel. Para ele o governo atrapalha a retomada da economia, aumentando os juros. Entende que a inflação é provocada por câmbio e preços administrados, dois setores sobre os quais os juros não têm o menor efeito. Observa que os maiores bancos estão tendo lucro 40% acima do ano passado. Estão ganhando com a crise.

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