sábado, 5 de setembro de 2015

Greve de servidores do INSS pode terminar na próxima semana

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidem na próxima semana se continuam com a paralisação da categoria, que já dura 59 dias. Os peritos do INSS aderiram nesta sexta-feira (4) à greve. A perícia médica é exigida para cidadão receber benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, aposentadoria especial e para reconhecimento de acidentes de trabalho.

De acordo com o comando nacional de greve, os grevistas vão avaliar a proposta oferecida pelo governo de reajuste salarial de 10,5%, dividido em dois anos, com direito à renegociação ao final do período. Os trabalhadores pediam, inicialmente, 27,6% de aumento salarial, em parcela única.

“[A última apresentada] foi um pequeno avanço, mas a nossa entidade nacional, reunida em plenária, está analisando. Hoje mesmo toma uma posição”, disse Carlos Vinícius da Costa Lopes, membro do comando nacional de greve. Após essa definição, os estados farão assembleias no início da semana que vem.

Lopes disse que a proposta sobre realização de concurso público e a incorporação das gratificações, que representam cerca de 70% dos salários, ainda será apresentada. Segundo ele, a paralisação pode acabar em breve. “É uma greve que já está no seu final, estamos na expectativa”.

José Rubens Decares, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), considera a proposta como insuficiente. “O governo fez uma proposta que ainda não foi discutida, nós a estamos avaliando como insuficiente. A gente vai chamar uma assembleia estadual na próxima semana para discutir com a categoria, mas, por enquanto, a greve permanece”.

O Ministério do Planejamento enviou ofício a entidades que representam servidores públicos com a proposta de acordo para o prazo de dois anos, sendo o reajuste de 5,5% em 2016 e 5% em 2017. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) recebeu o ofício. A proposta do governo de fechar um acordo pelo prazo de quatro anos era um dos itens que tratava as negociações.

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