domingo, 20 de setembro de 2015

Papa Francisco: é preciso impedir a Terceira Guerra Mundial

Papa enfrentou forte vento ao chegar em Cuba
Batinas ao vento. O papa Francisco perde seu solidéu por alguns segundos, ontem, às 16h04 hora de Havana, enquanto descia as escadas do avião, já em Cuba, no Aeroporto José Martí, em pleno início da temporada de chuvas e furacões.

Francisco falou com o presidente Raúl Castro medindo cada palavra, com parcimônia: ele tem consciência de que esta é uma viagem histórica. É possível que essa turnê por Cuba e Estados Unidos marque o fim da Guerra Fria norte-americana contra Cuba, um país castigado por sua obstinação em ser soberano.

O chefe de Estado do Vaticano renovou suas intenções de aprofundar a aproximação entre Havana e Washington, iniciada em dezembro do ano passado, quando Raúl e Barack Obama anunciaram o reinício dos vínculos diplomáticos.

O papa pediu a Raúl e Obama que sejam capazes de dar “um exemplo de reconciliação para o mundo inteiro, um mundo que precisa de reconciliação em meio a esta Terceira Guerra Mundial”.

A referência à Terceira Guerra Mundial não constava no texto original, foi incluída pelo papa após reflexão durante o voo que saiu de Roma.

Sem dúvidas esta é a viagem mais importante de Francisco desde o começo do seu papado, iniciado no dia 13 de março de 2013 – uma semana depois da morte de Hugo Chávez, o mais vigoroso líder latino-americano surgido no Século XXI.

Por sua parte, Raúl Castro agradeceu a colaboração de Francisco para melhorar as relações com os Estados Unidos, mas foi direto ao falar do bloqueio, o assunto principal da agenda cubana.

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