segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cearense é preso em Natal por fraude no Enem

Um candidato cearense que prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi preso em flagrante em Natal suspeito de fraudar a prova com objeto eletrônico, segundo divulgou nesta segunda-feira (26) a Polícia Federal no Rio Grande do Norte. O suspeito, um técnico administrativo cearense, de 28 anos, foi preso na noite de ontem (25), último dia de prova, e foi indiciado por fraude em concurso público. Segundo a PF, o homem é da cidade de Lavras da Mangabeira e mora em Natal.

De acordo com a Polícia Federal, os policiais foram acionados pelos fiscais que desconfiaram do candidato no momento em que ele retornava do banheiro faltando poucos minutos para o encerramento do exame. O homem andava de modo estranho, como se estivesse com algum objeto nos bolsos da roupa, o que é proibido pelas regras do concurso.

Perguntado, ele negou portar qualquer material proibido, mas ao ser submetido ao detector de metais, o aparelho soou o alarme e o candidato foi convidado para se dirigir até a sala da coordenação.

Durante a revista pessoal, foi encontrado, sob suas vestes, um fio ao redor do pescoço que descia pelo corpo acoplado em um equipamento eletrônico e chegava até o interior do seu tênis, onde estava um aparelho celular sem a capa traseira.

O candidato recebeu voz de prisão e em seguida foi levado para ser autuado na Superintendência da Polícia Federal em Natal. Ao ser interrogado, invocou o direito constitucional de permanecer calado, negando-se a responder todas as perguntas que lhe foram dirigidas.

Indiciado por fraude em concurso público, o candidato irá responder pelo crime em liberdade. Ainda de acordo com a PF, o homem, que não teve a identidade revelada, foi solto ainda na noite de ontem, após o pagamento de fiança.

Balanço

De acordo com balanço do Ministério da Educação (MEC), no total, 743 candidatos foram eliminados por uso de equipamentos inadequados. Desses, 63, foram identificados por detectores de metal. Em coletiva à imprensa, no sábado (24), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que alguns dos eliminados foram identificados com pontos eletrônicos e que estão sendo investigados pela Polícia Federal, mas não precisou o número de casos. 

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