sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Estudantes do IFCE do Cedro criam robôs que podem ser úteis para cadeirantes

Os alunos: Artur, Wiliam e Ludianno
Três robôs e uma utilidade: a autolocomoção de uma cadeira de rodas. Cada máquina foi desenvolvida para um uso específico, mas, juntas, podem ajudar cadeirantes. Alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), no município de Cedro, desenvolveram robôs que utilizam tecnologias acessíveis. 

Eles apresentaram as máquinas na 34ª edição da Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Tecnológica (Reditec), que segue até hoje em Fortaleza. A visão computacional, a localização e o mapeamento, e o QR Code (sistema de código de barras que pode ser escaneado por smartphones) são algumas das tecnologias utilizadas nos robôs.

O estudante de Mecatrônica, Artur Ferreira, 24, desenvolveu um robô capaz de mapear um ambiente de difícil acesso e manter a sua localização. A máquina, chamada de Slam (Sistema de Localização e Mapeamento Simultâneo), pode ser usada individualmente para explorar ambientes desconhecidos. As informações de cada novo local ficam armazenadas.

Já o estudante William de Souza, 22, que também cursa Mecatrônica, criou um robô que consegue solucionar labirintos e desviar de obstáculos. Chamada de Preá, a máquina conta com microcontroladores - o “cérebro” do equipamento - e três sensores, que ajudam a identificar possíveis obstáculos ao seu redor.

O terceiro robô, desenvolvido pelo estudante Ludianno Queiroga, 25, é uma máquina de navegação que utiliza QR Code e visão computacional.

Os estudantes explicam que as três máquinas são autônomas, pois não necessitam de um controlador externo. Na prática, elas serão úteis a uma cadeira de rodas. O robô Slam, por exemplo, terá aplicação no transporte para fazer a localização e o mapeamento do local. A máquina Preá será útil para que a cadeira de rodas desvie de barreiras e obstáculos. E o robô com tecnologia QR Code, batizado de Calango, será responsável pela navegação da cadeira. Sem esse robô, a cadeira de rodas não consegue se locomover.

Os alunos esperam conseguir aplicar as tecnologias e os robôs em cadeiras de rodas. “A cadeira é o projeto final. Precisamos de patrocínio para fazer isso”, afirma Ludianno. Fonte: O Povo

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