segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Avião que caiu no Egito se despedaçou no ar

Destroços do avião
As investigações sobre a queda do Airbus A321 (operado pela companhia russa Kogalymavia) na Península do Sinai, ocorrida no sábado (31), começam a se concentrar na possível causa: há indicações de que o avião teria se despedaçado no ar. Equipes do Egito e da Rússia continuam a busca por evidências e pelos corpos de vítimas.

O chefe do Comitê de Aviação Interestadual da Rússia, Viktor Sorochenko, disse que o avião quebrou em pleno voo e que destroços caíram ao redor de uma área de 20 quilômetros quadrados. "É muito cedo para falar de conclusões". As caixas pretas da aeronave, que gravam dados de voo, foram recuperadas e a análise começou a ser feita.

Danos recorrentes

Os comentários de Sorochenko ocorrem no momento em que o histórico da aeronave e possíveis danos anteriores se tornaram um foco nas investigações. O avião construído em 1997 é um dos mais velhos A321 em serviço (com mais de 21 mil voos).

O Airbus já havia sofrido danos na cauda em 2001 ao aterrissar no Cairo. O evento chamou atenção porque parte dos fragmentos da cauda foi encontrada em local separado do restante da fusilagem, sugerindo que a porção traseira do avião pode ter se quebrado antes do impacto.

A queda também trouxe preocupações de um possível ato de terrorismo. O braço do Estado Islâmico no Egito assumiu responsabilidade pelo ataque dizendo que foi uma resposta ao papel dos russos na guerra da síria.

O Estado Islâmico e seus afiliados têm feito com frequência alegações exageradas e oficiais dizem que duvidam da capacidade do grupo de promover tal ataque. Diversas companhias aéreas, no entanto, decidiram suspender voos sobre o Sinai até que mais informações sejam conhecidas sobre o acidente.

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