quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Escolas públicas do Estado podem ficar sem vigilantes a partir de domingo

As escolas da rede estadual de ensino público do Ceará (Capital e Interior) correm o risco de ficar sem vigilantes a partir deste domingo (8). Isto porque, de acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Ceará, a Secretaria da Educação Estado (Seduc) não renovará os contratos com as empresas de segurança que prestam serviço aos estabelecimentos de ensino. Amanhã (6), a categoria fará uma manifestação na Praça Portugal. 

Segundo o presidente do sindicato, Daniel Borges, 1.226 profissionais da classe serão prejudicados, caso não haja uma solução. "Todos os vigilantes das escolas estão sendo retirados pelo Governo do Estado. As escolas irão ficar sem segurança a partir de domingo meia-noite. Estamos tentando conversar com o Estado, mas o Governo mostra que não procura resolver e gera mais problemas ainda", disse.

"Estaremos organizando uma grande manifestação, se encontrando na Praça Portugal a partir de 8h da manhã. Estão vindo várias caravanas do Interior para participar. Em Juazeiro também terá mobilização. A vigilância é um mecanismo importante na segurança do Estado do Ceará, assim como no Brasil todo", destacou o sidicalista.

Um vigilante, que não quis se identificar, não escondeu a preocupação com a atual situação. "A gente fica na expectativa pra que o governador assine um novo contrato. Se isso não acontecer, vai ter muito pai de família desempregado, sem falar na segurança dos próprios alunos, que é o nosso papel principal. Somos preparados e treinados para isso".

Por meio de nota, a Seduc informou que há um processo de licitação em andamento para a reposição de postos de vigilância. Após a conclusão do certame, com o resultado da empresa vencedora, a Secretaria da Educação fará a contratação de profissionais.

Por fim, a Seduc destacou que está adotando todas as providências necessárias para resolver essa situação o mais breve possível. "Enquanto o processo não é concluído, está sendo autorizada a dispensa de licitação provisória para contratação dos profissionais. Diante disto, a Seduc garante que os serviços de vigilância serão mantidos nas escolas, bem como os postos de trabalho existentes", acrescenta a nota. 

Escolas aguardam posicionamento oficial

De acordo com o coordeanador escolar do Liceu do Ceará, professor João Lúcio, a escola ainda não foi oficialmente comunicada a respeito da saída da vigilância. "A orientação da Seduc é que a gente aguarde e tenha prudência com relação a esta situação. Só depois de um esclarecimento formal, a gente pode se posicionar se surgir um novo cenário", acrescentou.

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