sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ministro diz que há espaço em prazo rápido para aprovação da CPMF

Miguel Rosseto
O ministro do Trabalho e da Previdência, Miguel Rossetto, defendeu nesta quinta-feira (19) haver espaço para a aprovação, em um prazo rápido, de proposta para a recriação da CPMF no Congresso Nacional.

De acordo com Rossetto, o tributo chamado de "imposto do cheque" é fundamental diante do atual quadro de crise econômica para auxiliar o governo federal a alcançar um superavit no ano que vem e ajudar no equilíbrio do financiamento da Previdência Social.

"O governo federal nos últimos anos teve possibilidade de sustentar um padrão econômico com redução dos tributos. O que nós estamos fazendo é um movimento importante, de curto prazo, para buscar o equilíbrio mais rápido das contas do governo federal", disse.

A presidente Dilma Rousseff avisou sua equipe econômica que vai atuar pessoalmente para tentar aprovar a nova CPMF até julho e que, até lá, propostas como o aumento da Cide (tributo cobrado sobre a venda de combustíveis) não têm seu aval como alternativa para salvar as contas públicas.

A petista tem feito reuniões específicas sobre o tema e recebeu relatos, inclusive do vice-presidente Michel Temer, sobre a melhora do cenário para recriar o imposto, apesar da resistência do Congresso Nacional.

Desemprego

O ministro participou nesta quinta-feira (15) da sanção de medida provisória de criação do PPE (Programa de Proteção ao Emprego), proposta para tentar desestimular demissões em "empresas que se encontram em dificuldades financeiras temporárias.

A proposta foi sancionada sem vetos e com a inclusão de três pontos inseridos pelo Congresso Nacional: o aumento da vigência da iniciativa até dezembro de 2017, a simplificação para a adesão até dezembro de 2016 de pequenas empresas e a criação de uma cláusula de saída rápida caso haja melhora no cenário econômico.

Em entrevista à imprensa, o ministro afirmou ainda que o governo federal acompanha com preocupação a situação do desemprego no país. Segundo ele, é o crescimento rápido da economia que permitirá a retomada do nível de emprego.

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país foi de 7,9% em outubro deste ano, segundo o IBGE.

O desemprego teve avanço em relação à taxa de setembro, que foi de 7,6%, e chegou ao maior patamar para o mês desde 2007.

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