domingo, 22 de novembro de 2015

Novos golpes usando boleto bancário falso desafiam a Polícia do Ceará

A criatividade daqueles que buscam um meio para obter vantagens ilícitas tem, a cada dia, surpreendido os investigadores que se veem desafiados pelos planos arquitetados pelas quadrilhas. Em específico, a Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), alerta para novas modalidades de golpes surgidas nos últimos meses no Estado. Através da internet, os grupos criminosos invadem páginas virtuais de bancos e emitem boletos adulterados.

Está em andamento na Especializada um inquérito que apura a emissão de aproximadamente 700 boletos bancários fraudulentos entre os meses de agosto, setembro e outubro. A soma de todos os documentos é próxima de R$ 240 mil. No entanto, segundo o delegado titular da DDF, Jaime Paula Pessoa Linhares, esta seria apenas a ponta de um imenso iceberg.

"A Polícia está investigando uma nova modalidade, dentre outras, de crime através da internet. Hoje, o grande movimento das fraudes, o diferente para fugir do lugar-comum, é o golpe do boleto bancário, que vem crescendo", apontou.

De acordo com as investigações da DDF, um dos grupos suspeitos possui ramificações no Ceará e no Norte do País. A quadrilha invade páginas de bancos na internet e utiliza os dados obtidos para emitir boletos bancários fraudulentos às vítimas.

"É um golpe engenhoso. Eles hackeiam o site e descobrem que você tem um débito. Usam aquelas informações e se antecipam, emitindo um boleto, às vezes com dias antes do vencimento, e chegam até a oferecer desconto. O boleto vem com o nome como fosse daquele banco a que você costuma efetuar o pagamento. Contudo, o número do código de barras é de outra agência, e o dinheiro cai na conta bancária de um terceiro, também membro da quadrilha", explicou.

A maior parte das vítimas são empresas, mas há registros de pessoas físicas que também pagaram boletos em circunstâncias similares. Segundo Linhares, os documentos fraudulentos são enviados pelos Correios e internet, através do e-mail do cliente cadastrado na empresa que estaria efetuando a cobrança.

"A vítima recebe o boleto com alguns dias de antecedência em relação ao vencimento, com um desconto e um aviso para desconsiderar as outras emissões. Sem saber, a pessoa faz aquele pagamento mas não está saldando sua dívida. Na verdade, está fazendo um depósito para outra conta, às vezes até em outro banco", explicou o delegado.

Além dos boletos bancários adulterados, as quadrilhas investigadas pela DDF também usam os dados obtidos na invasão às páginas dos bancos e das empresas para realizar transações através do Internet Banking.

"O golpista captura dados dos clientes através de páginas falsas na internet. Mandam por e-mail, você atualiza seu cadastro na página que eles enviam e, então, efetuam diversos pagamentos de conta, recarga de celular. Com teus dados do cartão, começam a fazer os pagamentos".

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