terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Com aval do STF, Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa de Cunha

Com ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal deflagrou, no início da manhã desta terça-feira (15), a Operação Catilinárias, e realizou buscas e apreensões na residência oficial do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, em Brasília e na casa do parlamentar, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O deputado estaria incomunicável porque seu telefone celular foi apreendido pelos agentes da PF. Um advogado esteve com Cunha dentro da residência. 

Eduardo Cunha foi denunciado pela  PGR em agosto. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que acusa o deputado de ter recebido propina no valor de pelo menos US$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, no período entre junho de 2006 e outubro de 2012.

A operação da PF também teve outros alvos. A ação fez buscas na casa do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), dos senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e do ex-presidente da Transpetro , Sérgio Machado. 

Os endereços do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves e da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, ambos do PMDB, também foram alvos das buscas, assim como o de Fábio Cleto, aliado de Cunha que ocupava uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal até a semana passada, em São Paulo. Cleto é um dos principais operadores do presidente da Câmara.

Agentes da PF também estiveram na Câmara dos Deputados. O alvo foi a Diretoria-Geral da Casa.

As Catilinárias, que batizam a operação, são discursos célebres do orador romano Cícero contra um senador que planejava tomar o poder.

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