quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Audiência Pública debate segurança pública em Iguatu

Solenidade contou com muitas autoridades
(Foto:  Honório Barbosa)
Na tarde desta terça-feira, 17, uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa do Ceará debateu a segurança pública na região Centro-Sul do Ceará. O evento foi realizado no auditório do Campus Multi-institucional Humberto Teixeira e reuniu lideranças comunitárias, políticas, estudantes e delegados, agentes da Polícia Civil e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

A audiência foi solicitada pela deputada estadual Mirian Sobreira. “O nosso esforço é debater o crescimento da onda de violência no Interior, em particular em Iguatu, e procurar caminhos, soluções para enfrentar esse problema”, disse a parlamentar. “Sabemos que é uma questão complexa e esperamos ampliar as ações policiais de combate ao tráfico de drogas e à violência”.

Prevenção 
O coronel da Polícia Militar, Gilvandro Oliveira, do Comando de Policiamento do Interior (CPI) Sul, disse que 70% dos crimes (furtos, roubo, homicídios) estão relacionados com o tráfico de drogas. “Os jovens estão envolvidos”, lamentou. “Temos que ter medidas preventivas”.

O prefeito de Cedro, Dr. Nilson Diniz, disse que a violência decorre da má distribuição de renda, da pobreza que atinge jovens na periferia. “A violência crescente decorre da questão econômica, da desigualdade de renda, por isso precisamos de políticas públicas voltadas para a assistência social, educação, lazer e saúde”, frisou. “Infelizmente não há política nacional de Segurança Pública”.

O defensor público, Paulo Oliveira, lamentou a realização da audiência. “Essa reunião mostra que o Estado é omisso e ineficiente, está ausente das comunidades”, pontuou. “Estou há um ano em Iguatu e ainda não tinha visto esses tiroteios no bairros, há uma sensação de crescimento da violência”.

O comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar de Iguatu, coronel Tibúrcio, apresentou estatísticas sobre a apreensão de drogas (maconha, cocaína e crack) no âmbito das três companhias militares que integram o Batalhão da PM e o número de homicídios no período de janeiro a setembro de 2016 e 2017. “A estatística revela que há crescimento em todos os casos”, frisou. “Estamos trabalhando, agindo, combatendo a criminalidade”.  Fonte: Diário Centro Sul

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