CNJ diz que existem 87 juizes ameaçados de morte no país
Juiza assassinada
O assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli na madrugada desta sexta-feira (12), no bairro Piratininga, em Niterói, acendeu a luz amarela do Poder Judiciário. No Brasil existem, pelo menos, 87 juízes ameaçados, afirma a corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon. Para a ministra, o Judiciário está "cochilando" em garantir a segurança desses magistrados. Calmon enviou ofício para todos os tribunais do país, em junho, questionando casos de juízes que sofrem ameaças e que necessitam de escolta. Nem todos os tribunais responderam, como os Tribunais de Justiça de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo. No Rio de Janeiro, sete desembargadores e seis juízes contam com seguranças por estarem ameaçados. A juíza Patrícia Lourival Acioli, no entanto, não estava na lista. Vítima de homicídio, Acioli recebeu recomendação do Tribunal de Justiça do Rio para mudar de vara, mas negou a oferta. A perícia constatou que ao menos 15 tiros atingir...